quinta-feira, 5 de maio de 2016

A maçonaria no seu melhor, e também não

Quem escreve estas linhas tem a suficiente experiência para não se surpreender com as fraquezas humanas, mesmo aquelas que têm origem na própria maçonaria que, supostamente, deveria encarnar essa espécie de "arte de se ser, de se tornar pessoa moralmente exemplar". Mas é assim mesmo, tal arte é um processo contínuo e, portanto, inacabado. Verdade se diga que alguns indivíduos há que parecem cada vez mais afastados desse ideal, em desprimor do seu estatuto dentro da própria maçonaria. Não apontarei ninguém, não falarei contra ninguém... Agora é manifesto que, com regularidade, parece que os mesmos andam sempre nas bocas do mundo, quando a regra deveria ser a descrição.

Cada um, se for disso capaz, e de modo isento, que ajuíze por si! 

Não posso deixar de fazer referencia ao conteúdo do link que se segue (clicar aqui) onde se questiona determinada obediência, certa preponderância efémera, e o aludido declínio pelo qual está a passar. Nada disso me faz regozijar pois é toda a maçonaria portuguesa que é atirada para o lodaçal. Nestas altura muitas inverdades se jogam para o ar e dever-se-á, prioritáriamente, vincar que se não deve confundir a parte com o todo. 

Há quem pratique os rituais de memphis-misraim de forma justa e perfeita... Há quem somente busque o aperfeiçoamento pessoal e a intrínseca sabedoria que faz de um homem um Homem... Aos que se perfilam na mesma linha saibam que há quem pratica estes valores, de forma regular, legítima e longe de todas as tricas e confusões. Não poderei dizer que a porta está aberta a todos, tão somente áqueles que, na soberania do seu livre arbítrio, escolhem o caminho da retidão. A esses sim abrimos as postas.

Saudações fraternais, tenhamos confiança na justiça Universal, quando a dos homens estiver longe do seu correto caminho.

maconaria.em.portugal@gmail.com
 


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Maçonaria Portugal - A Maçonaria Egípcia credível presente em Portugal

A MAÇONARIA EGÍPCIA EM PORTUGAL


Existem várias Obediências/Lojas Maçónicas que praticam diversos Ritos dos ditos Egípcios em Portugal, nomeadamente o Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim, nas suas duas vertentes, oriundos de Itália (Rito Antigo Oriental Memphis Misraim) e proveniente de França (Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim), assim como o Rito de Memphis.

O que é um Rito? e que significa o seu nome? vejamos no caso do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim, da Estrutura Maçónica que detêm a Tradição Regular proveniente de França, e instalada em Portugal, a saber, o SSI (Soberano Santuário Internacional de Memphis Misraim) e a GLSF - Grande Loja Symbolique de France.

Rito: é o conjunto de regras e cerimónias praticadas em nossa Tradição. O Rito é um caminho iniciático em si mesmo. 

Antigo: Originalmente em nosso Rito encontramos o Rito de Misraim (Veneza, Itália - 1788) e o Rito de Memphis (Montauban, França - 1815). Foi o Grão-Mestre Giuseppe Garibaldi quem preparou e viabilizou a fusão dos dois Ritos em 1881.

Primitivo: O actual Rito MEMPHIS MISRAIM tem uma primeira filiação que vem do Rito Primitivo, de Paris,  em 1721, e do Primitivo dos Philadelphos, Narbonne, em 1779.

Memphis: Cidade do Antigo Egipto, situada no delta do Nilo. Ali foi criado o Rito por iniciados que estavam em contacto com essa antiga civilização.

Misraim: Essa palavra é a forma plural de "Egípcio". O rito aparece em Veneza, num grupo de socinianos. A patente constitucional foi dada por Cagliostro.

Soberano Santuário: Termo específico do Rito de Memphis Misraim. É a Direcção do Rito como um todo, seguindo as antigas Tradições.


O Soberano Santuário Internacional do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim em Portugal
São várias as Lojas que trabalham nas três diferentes vias (Masculina, Feminina e Mista) nos três graus azuis (Aprendiz, Companheiro e Mestre) sob os auspícios do SSI/GLSF em Portugal no Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim.

No coração de Lisboa, cidade com forte influência histórica Templária e Maçónica, onde permanecem ocultos e dispersos sinais não identificáveis pelos olhos pouco treinados, misturam-se na brisa predominante que sopra de Noroeste o esoterismo, a simbologia e a tradição. 

Rito Memphis Misraim no Porto
Para além das Lojas existentes em Lisboa, é possível encontrar e trabalhar a Maçonaria Egípcia também na cidade do Porto, na Via Mista.

Imbuídos dos deveres maçónicos, os Franco-Maçons desta estrutura asseguram-se que seja vivenciado o verdadeiro espírito dos iniciados e que estes sejam sempre animados com o mote da Maçonaria Universal e particularmente da progressista, a saber: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Dentro da máxima tolerância e num espírito de fraternidade, asseguramos de uma forma regular a continuidade da tradição iniciática que nos foi confiada pelo S.S.I e a G.L.S.F no dia 2 de Novembro de 2008 através da consagração da Loja MAAT, Nº100 ao Oriente de Lisboa e dos Altos Graus do Rito Memphis Misraim. Através de uma selecção rigorosa das qualidades intrínsecas do candidato, garantimos que os trabalhos e a admissão (controlada em número máx. de 4 candidatos por ano) dos nossos membros são para nós, o garante de um trabalho iniciático sério, que respeita a tradição maçónica simbólica e iniciática e que é reforçada por uma contínua e exigente formação/instrução. O rigor na qualidade da práctica dos rituais e dos trabalhos maçónicos em Loja, permite assegurar que esta estrutura prima pela qualidade em detrimento da quantidade dos seus membros.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Maçonaria em Portugal - O que é a Maçonaria?



A MAÇONARIA EM PORTUGAL

A Maçonaria é uma Ordem iniciática e ritualística, universal e fraterna, filosófica e progressista, baseada no livre-pensamento e na tolerância, que tem por objectivo o desenvolvimento espiritual do homem com vista á edificação de uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

A MAÇONARIA em PORTUGAL não aceita dogmas, combate todas as formas de opressão, luta contra o terror, a miséria, o sectarismo e a ignorância, combate a corrupção, enaltece o mérito, procura a união de todos os homens pela prática de uma Moral Universal e pelo respeito da personalidade de cada um. Considera o trabalho como um direito e um dever, valorizando igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual.

A MAÇONARIA é uma Ordem de duplo sentido: de instituição perpétua e de associação de pessoas ligadas por determinados valores, que perseguem determinados fins e que estão vinculadas a certas regras.

É Iniciática, porque só pode nela ingressar quem se submeta á cerimónia de iniciação, verdadeiro “baptismo” maçónico, que significa literalmente o começo, e simboliza a passagem das trevas á “Luz”.

É ritualista, porque as suas reuniões obedecem a determinados ritos, que traduzem simbólicamente, sinteses e sabedoria, remontando aos tempos mais recuados.

É universal e fraterna, porque o seu fim ultimo é a fraternidade universal, ou seja, o estabelecimento de uma única família na face da Terra, em que os Homens sejam, no seio da Ordem, verdadeiramente irmãos, sem qualquer distinção de raça, sexo, religião, ideologia e condição social.

Como escreveu Fernando Pessoa, “a Nação é a escola presente para a Super-Nação futura”. Amar a Pátria e a Humanidade é outro dos deveres dos Maçons.

É filosófica. porque, ultrapassada a fase operativa (coorporações de arquitectos/construtores medievais), transformou-se numa associação de carácter especulativo, procurando responder às mais profundas interrogações do Homem. Conserva contudo, o vocabulário, os utensilios e a simbologia dos pedreiros construtores dos antigos templos.

Afinal, o fim último da Maçonaria é a construção de um Homem novo e de uma Sociedade nova. Por isso, todos os seus ritos assentam na ideia de construção e são baseados na geometria, a mais nobre das artes, porque só ela permite compreender a medida de todas as coisas. Assim se justifica que a régua, o esquadro e o compasso continuem a ser instrumentos previligiados do pensamento maçónico.

É progressista, porque visa o progresso da Humanidade, no pressuposto de que é possível um homem melhor numa sociedade melhor. Encurtar as desigualdades e reduzir as injustiças sociais é um dos seus objectivos, através da elevação moral e espiritual de cada individuo. Porém a Maçonaria não é uma instituição política e, muito menos, partidária. Está acima de todos os partidos, coexistindo nela pessoas das mais diversas sensibilidades, crenças e ideologias... A MAÇONARIA EM PORTUGAL é assim um espaço de diálogo e de tolerância. A sua influência na Sociedade não se exerce directamente,... mas apenas indirectamente, através do exemplo, da pedagogia e da influência individual dos seus membros nos locais ondem exercem a sua actividade: no emprego, nos partidos, nas organizações cívicas e sociais...

É livre pensadora, porque não aceita dogmas, pratica a tolerância e respeita a liberdade absoluta de consciência. O Maçon tem o direito de examinar e de criticar todas as opiniões e de discutir todos os problemas, sem quaisquer peias ou limitações. A Maçonaria é anti-dogmática, tanto no aspecto politico como religioso ou filosófico. A política e a religião pertencem ao foro intimo de cada um e não podem ser discutidas, salvo nos termos genéricos acima referios, para não abalar a união do povo maçónico, pois, como se disse, a instituição congrega pessoas de todas as crenças ou sem crença nenhuma, de todas as ideologias não totalitárias.

Assim é rotundamente falsa a acusação que vem dos tempos do “Santo Ofício” e que foi retomada pela ditadura deposta em 25 de Abril de 1974 de que os Maçons, ou o pedreiro livre, é contra a religião. Muitos e ilustres membros da Ordem foram e são crentes e , até, bispos e cardeais.

A Maçonaria aceita, aliás, a existência de um princípio superior, simbolizado pelo “Grande Arquitecto do Universo” (G.A.D.U.), que não tem definição e que cada um interpreta segundo a sua sensibilidade ou convicção. Para uns será o Deus em que acredita, para outros o Sol, fonte de vida, a própria natureza, a lei moral ou ainda a resultante de todas as forças que actuam no Universo. Esta ideia implica o respeito por todas as religiões, pois todas são igualmente verdadeiras, sem prejuízo do necessário combate ao fanatismo e à superstição.

Nos tempos remotos e medievais, o Maçon era obrigado a perfilhar a religião do seu País. Mas depois do Iluminismo, e das formas modernas, considerou-se mais adequado, apenas lhe impôr a religião sobre a qual todos estão de acordo, e que consiste em amar o próximo, fazer o bem e ser homem bom, de honra e probidade. Deste modo a Maçonaria é uma casa de união entre ateus, agnósticos e pessoas dos mais diversos credos.

Deve porém dizer-se que a Maçonaria Regular, Tradicional ou de Via Sagrada, por oposição ao ramo Liberal ou Laico, impõe, a crença em Deus e na imortalidade da alma, excluindo também as mulheres. No entender de alguns Maçons este facto viola os principios maçónicos e constitucionais de igualdade (art.13º da Constituição da Republica Portuguesa). Ao manter uma velha tradição de 300 anos, que teima em não adequar aos valores ético-humanistas do nosso tempo, o ramo tradicional ou anglo-saxónico exclui da dignidade maçónica três quartos da Humanidade.


(Texto retirado de “Introdução á Maçonaria” de António Arnaut)

António Arnaut desafia Maçonaria a rejeitar "capitalismo opressivo"

O escritor António Arnaut, antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), exortou hoje a Maçonaria a rejeitar o "capitalismo opressivo" em Portugal e no mundo, lamentando o seu silêncio.



"Todos aqueles que sentem o povo e a Pátria não podem ficar calados, sob pena de serem cúmplices do drama social que estamos a viver", declarou António Arnaut à agência Lusa, a propósito de dois livros da sua autoria que vão ser apresentados no sábado, em Coimbra.


Na sua opinião, a ordem maçónica, que integra há várias décadas, "devia realmente intervir" e condenar publicamente "este capitalismo opressivo", tanto no país, como a nível global.


"A Maçonaria devia ter dito aquilo que disse o papa Francisco: o neoliberalismo faz os fortes mais fortes, os fracos mais fracos e os excluídos mais excluídos", disse.


Para António Arnaut, escritor, advogado e um dos fundadores do PS, "trata-se, aqui, de intervenção no plano dos direitos humanos, da dignidade do homem e da própria defesa da identidade e da soberania da Pátria".

A Maçonaria "devia ter uma palavra e tem estado calada", disse.

"Devia fazer alguma coisa. Devia realmente utilizar os instrumentos do ofício: a régua e o esquadro, que significam a retidão e a justiça, e o compasso, que significa o livre pensamento e a liberdade", acrescentou.

Os dois últimos livros de António Arnaut - "Alfabeto íntimo e outros poemas" e "Iluminuras - Adágios, incisões e reflexões" - serão apresentados no sábado, às 15:00, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, pelo professor universitário Seabra Pereira e pela jornalista Clara Ferreira Alves, respetivamente.

Numa das reflexões, na segunda obra, o "maçon" e antigo grão-mestre do GOL - Maçonaria Portuguesa questiona o papel da instituição "perante as chagas de pobreza e sofrimento que assolam o mundo e cobrem de desespero o corpo exausto de Portugal".

Defendendo que, num tempo "de tantas desigualdades e injustiças evitáveis, não basta proclamar os princípios", afirma que, "se a Maçonaria não tiver lugar na consciência coletiva, não está na consciência individual dos que juraram lutar pelos seus valores".

A política, o socialismo e a solidariedade são conceitos que motivam outras das reflexões do autor, que disserta ainda sobre o Serviço Nacional de Saúde, do qual foi o principal impulsionador, e o atual líder da Igreja de Roma, o papa Francisco, entre diversos assuntos.

"Chegámos a este ponto mais por culpa dos socialistas, dos social-democratas e democratas-cristãos do que propriamente dos neoliberais", disse à Lusa.

António Arnaut acusou aqueles "que passaram para o neoliberalismo, que se venderam", dando os exemplos de Tony Blair (antigo primeiro-ministro britânico) e Gerhard Schroeder (ex-chanceler alemão), "que hoje são administradores de grandes empresas".

Os dois novos livros "são formas de intervenção poética, cívica e ética nos momentos nublados que vivemos, em que o sol não aparece ou só brilha para alguns", sintetizou.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Gnosce te Ipsum


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No Japão, um professor alemão, Herrigel, estava aprendendo a arte do arco-e-flecha com um mestre Zen. Ele se tornou perfeito, 100% perfeito, não errava nenhum alvo.

Naturalmente, ele disse ao mestre:
“Agora o que resta aprender aqui? Posso ir embora agora?”.

O mestre respondeu:
“Você pode ir, mas não aprendeu nem o bê-á-bá da minha arte”.

Herrigel disse:
“O bê-á-bá da sua arte? Mas eu sempre acerto o alvo!”.


O mestre replicou:
“Quem está falando em alvo? Qualquer tolo pode fazer isso, basta praticar. Isso não tem nada de mais; agora é que começa a verdade. Quando o arqueiro pega o arco e a flecha e mira o alvo, há três coisas a ter em conta: uma é o arqueiro, que é o mais fundamental e básico, é a fonte, é a essência; depois há a flecha, que é o que passará do arqueiro para o alvo; e depois há o objetivo, o alvo, o ponto mais distante.

Se você acertou o alvo, apenas atingiu o mais distante, apenas tocou na periferia.

Você precisa tocar na fonte; você apenas se tornou tecnicamente um especialista em atingir o alvo; mas, se estiver tentando penetrar nas águas mais profundas isso não é muito. Você é um especialista, é uma pessoa de conhecimento, mas não de sabedoria. A flecha se movimenta a partir de você, mas você não sabe de que fonte vem a energia que a movimenta, com qual energia.
Como ela se movimenta? Quem a está movimentando? Você não sabe isso pois não conhece o arqueiro.
Você praticou o arco-e-flecha, você acertou no alvo, sua pontaria foi 100% perfeita, você tornou-se eficiente com um nível de perfeição de 100%, mas isso se refere ao alvo.

E você? E o arqueiro? Alguma coisa aconteceu no arqueiro?
Sua consciência mudou um pouco? Não, nada mudou.
Você é um técnico e não um artista.

Você vê as flores de uma árvore, mas esse não é o conhecimento real, a menos que você penetre fundo e conheça as raízes. As flores dependem das raízes; elas nada mais são do que a expressão da essência das raízes. As raízes estão carregando a poesia,a fonte, a seiva que se tornarão as flores, que se tornarão os frutos, que se tornarão as folhas.

E, se você contar continuamente somente com os frutos e as flores e nunca penetrar na escuridão da terra, nunca entenderá a árvore, pois a árvore está nas raízes.”
Lembre-se que o alvo nunca está do lado de fora.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

 R:.L:. Ocidente, G:.O:.L:.

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Simbolismo Maçónico


PREFÁCIO
Estas notas sobre o SIMBOLISMO MAÇÓNICO, destinam-se a instrução maçónica dos  Ob:. da Resp:. L:.Ocidente, e constituem fundamentalmente uma recolha de ideias, opiniões e de saberes de autores consagrados, que tentámos encadear numa perspetiva de desenvolvimento lógico do tema, de acordo com a experiência e sensibilidade do autor.
Havendo uma vasta biblioteca sobre esta parte da ciência maçónica ficou, forçosamente, ao seu livre arbítrio, a escolha das obras que pareceram mais adequadas ao fim em vista.
Se os AAp:. da minha L:. virem neste trabalho alguma utilidade, considerar-nos-emos remunerados pelo esforço desenvolvido com tanto gosto.
Este trabalho tem reconhecidamente defeitos.  Ele pode de facto ser construído melhor. Todavia o prazo por mim próprio imposto não me permitiu fazer as correções que se aconselhavam, mas deixo isso aos AApr :. da minha L:., para além de um desafio é uma proposta de trabalho muito útil nesta fase das suas vidas maçónicas.

Flemming M:.M:.
INTRODUÇÃO
Joaquim Gervásio de Figueiredo, no seu Dicionário de Maçonaria, deixou expresso que a Maçonaria é algo mais importante do que uma simples continuação tradicional das associações operativas medievais e muito menos um agrupamento utilitarista de “clubes para entretenimentos sociais, políticos e comerciais” como alguns a têm entendido. Ler mais »

 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Maçonaria o que é?

A Ordem dos Maçons Livres e Aceitos é uma sociedade secreta, mas aberta a homens de todas as religiões – só não seriam "aceitos" ateus e mulheres (o que hoje só se verifica em certa ortodoxia ultrapassada).

“Para fazer parte dela todo o indivíduo deveria crer em "Deus" e ter uma conduta ética e honesta. Não pode contar o que ocorre nas reuniões e nem se identificar como maçom perante terceiros”. O nome vem do francês maçon, que quer dizer pedreiro. A génese da organização surgiu na Idade Média, época de grandes construções – como castelos e catedrais – sendo uma espécie de embrião dos sindicatos: as chamadas corporações de ofício.

Nelas se reuniam os trabalhadores medievais – como alfaiates, sapateiros e ferreiros, que guardavam suas técnicas a sete chaves. “Os pedreiros, em especial, viajavam muito a trabalho. Por isso tinham uma certa liberdade, ao contrário dos servos, que deviam satisfação ao seu senhor feudal caso quisessem deixar suas terras”.

Daí vem o nome original “maçonaria livre”, ou freemasonry em inglês. Após o final da Idade Média, a maçonaria passou a admitir outros membros, além de pedreiros. Transformou-se, assim, numa fraternidade dedicada à liberdade de pensamento e expressão, religiosa ou política, e contra qualquer tipo de absolutismo/dogmatismo. Deste modo a organização teve forte influência nos bastidores da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos.

Por muito que custe a certos detractores, na origem da maçonaria está o gérmen da liberdade.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Consumo logo existo


"Vou com frequência a livrarias de shoppings. Ao passar diante das lojas e contemplar os veneráveis objetos de consumo, vendedores se acercam indagando se necessito algo. "Não, obrigado. Estou apenas fazendo um passeio socrático", respondo. Olham-me intrigados. Então explico: Sócrates era um filósofo grego que viveu séculos antes de Cristo. Também gostava de passear pelas ruas comerciais de Atenas. E, assediado por vendedores como vocês, respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz"."