terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Maçonaria Portugal - A Maçonaria Egípcia credível presente em Portugal

A MAÇONARIA EGÍPCIA EM PORTUGAL


Existem várias Obediências/Lojas Maçónicas que praticam diversos Ritos dos ditos Egípcios em Portugal, nomeadamente o Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim, nas suas duas vertentes, oriundos de Itália (Rito Antigo Oriental Memphis Misraim) e proveniente de França (Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim), assim como o Rito de Memphis.

O que é um Rito? e que significa o seu nome? vejamos no caso do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim, da Estrutura Maçónica que detêm a Tradição Regular proveniente de França, e instalada em Portugal, a saber, o SSI (Soberano Santuário Internacional de Memphis Misraim) e a GLSF - Grande Loja Symbolique de France.

Rito: é o conjunto de regras e cerimónias praticadas em nossa Tradição. O Rito é um caminho iniciático em si mesmo. 

Antigo: Originalmente em nosso Rito encontramos o Rito de Misraim (Veneza, Itália - 1788) e o Rito de Memphis (Montauban, França - 1815). Foi o Grão-Mestre Giuseppe Garibaldi quem preparou e viabilizou a fusão dos dois Ritos em 1881.

Primitivo: O actual Rito MEMPHIS MISRAIM tem uma primeira filiação que vem do Rito Primitivo, de Paris,  em 1721, e do Primitivo dos Philadelphos, Narbonne, em 1779.

Memphis: Cidade do Antigo Egipto, situada no delta do Nilo. Ali foi criado o Rito por iniciados que estavam em contacto com essa antiga civilização.

Misraim: Essa palavra é a forma plural de "Egípcio". O rito aparece em Veneza, num grupo de socinianos. A patente constitucional foi dada por Cagliostro.

Soberano Santuário: Termo específico do Rito de Memphis Misraim. É a Direcção do Rito como um todo, seguindo as antigas Tradições.


A G.L.S.F - Federação Portuguesa e o Soberano Santuário Internacional do Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim em Portugal
São várias as Lojas que trabalham nas três diferentes vias (Masculina, Feminina e Mista) nos três graus azuis (Aprendiz, Companheiro e Mestre) sob os auspícios do G.L.S.F - Federação Portuguesa em Portugal no Rito Antigo e Primitivo de Memphis Misraim.

No coração de Lisboa, cidade com forte influência histórica Templária e Maçónica, onde permanecem ocultos e dispersos sinais não identificáveis pelos olhos pouco treinados, misturam-se na brisa predominante que sopra de Noroeste o esoterismo, a simbologia e a tradição. 

Rito Memphis Misraim no Porto
Para além das Lojas existentes em Lisboa, é possível encontrar e trabalhar a Maçonaria Egípcia também na cidade do Porto, na Via Mista.

Imbuídos dos deveres maçónicos, os Franco-Maçons desta estrutura asseguram-se que seja vivenciado o verdadeiro espírito dos iniciados e que estes sejam sempre animados com o mote da Maçonaria Universal e particularmente da progressista, a saber: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Dentro da máxima tolerância e num espírito de fraternidade, asseguramos de uma forma regular a continuidade da tradição iniciática que nos foi confiada pelo S.S.I e a G.L.S.F em Abril de 2008 com a consagração da Loja MAAT, Nº100 ao Oriente de Lisboa e dos Altos Graus do Rito Memphis Misraim. Através de uma selecção rigorosa das qualidades intrínsecas do candidato, garantimos que os trabalhos e a admissão (controlada em número máx. de 4 candidatos por ano) dos nossos membros são para nós, o garante de um trabalho iniciático sério, que respeita a tradição maçónica simbólica e iniciática e que é reforçada por uma contínua e exigente formação/instrução. O rigor na qualidade da práctica dos rituais e dos trabalhos maçónicos em Loja, permite assegurar que esta estrutura prima pela qualidade em detrimento da quantidade dos seus membros.


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Maçonaria em Portugal - O que é a Maçonaria?



A MAÇONARIA EM PORTUGAL

A Maçonaria é uma Ordem iniciática e ritualística, universal e fraterna, filosófica e progressista, baseada no livre-pensamento e na tolerância, que tem por objectivo o desenvolvimento espiritual do homem com vista á edificação de uma sociedade mais livre, justa e igualitária.

A MAÇONARIA em PORTUGAL não aceita dogmas, combate todas as formas de opressão, luta contra o terror, a miséria, o sectarismo e a ignorância, combate a corrupção, enaltece o mérito, procura a união de todos os homens pela prática de uma Moral Universal e pelo respeito da personalidade de cada um. Considera o trabalho como um direito e um dever, valorizando igualmente o trabalho intelectual e o trabalho manual.

A MAÇONARIA é uma Ordem de duplo sentido: de instituição perpétua e de associação de pessoas ligadas por determinados valores, que perseguem determinados fins e que estão vinculadas a certas regras.

É Iniciática, porque só pode nela ingressar quem se submeta á cerimónia de iniciação, verdadeiro “baptismo” maçónico, que significa literalmente o começo, e simboliza a passagem das trevas á “Luz”.

É ritualista, porque as suas reuniões obedecem a determinados ritos, que traduzem simbólicamente, sinteses e sabedoria, remontando aos tempos mais recuados.

É universal e fraterna, porque o seu fim ultimo é a fraternidade universal, ou seja, o estabelecimento de uma única família na face da Terra, em que os Homens sejam, no seio da Ordem, verdadeiramente irmãos, sem qualquer distinção de raça, sexo, religião, ideologia e condição social.

Como escreveu Fernando Pessoa, “a Nação é a escola presente para a Super-Nação futura”. Amar a Pátria e a Humanidade é outro dos deveres dos Maçons.

É filosófica. porque, ultrapassada a fase operativa (coorporações de arquitectos/construtores medievais), transformou-se numa associação de carácter especulativo, procurando responder às mais profundas interrogações do Homem. Conserva contudo, o vocabulário, os utensilios e a simbologia dos pedreiros construtores dos antigos templos.

Afinal, o fim último da Maçonaria é a construção de um Homem novo e de uma Sociedade nova. Por isso, todos os seus ritos assentam na ideia de construção e são baseados na geometria, a mais nobre das artes, porque só ela permite compreender a medida de todas as coisas. Assim se justifica que a régua, o esquadro e o compasso continuem a ser instrumentos previligiados do pensamento maçónico.

É progressista, porque visa o progresso da Humanidade, no pressuposto de que é possível um homem melhor numa sociedade melhor. Encurtar as desigualdades e reduzir as injustiças sociais é um dos seus objectivos, através da elevação moral e espiritual de cada individuo. Porém a Maçonaria não é uma instituição política e, muito menos, partidária. Está acima de todos os partidos, coexistindo nela pessoas das mais diversas sensibilidades, crenças e ideologias... A MAÇONARIA EM PORTUGAL é assim um espaço de diálogo e de tolerância. A sua influência na Sociedade não se exerce directamente,... mas apenas indirectamente, através do exemplo, da pedagogia e da influência individual dos seus membros nos locais ondem exercem a sua actividade: no emprego, nos partidos, nas organizações cívicas e sociais...

É livre pensadora, porque não aceita dogmas, pratica a tolerância e respeita a liberdade absoluta de consciência. O Maçon tem o direito de examinar e de criticar todas as opiniões e de discutir todos os problemas, sem quaisquer peias ou limitações. A Maçonaria é anti-dogmática, tanto no aspecto politico como religioso ou filosófico. A política e a religião pertencem ao foro intimo de cada um e não podem ser discutidas, salvo nos termos genéricos acima referios, para não abalar a união do povo maçónico, pois, como se disse, a instituição congrega pessoas de todas as crenças ou sem crença nenhuma, de todas as ideologias não totalitárias.

Assim é rotundamente falsa a acusação que vem dos tempos do “Santo Ofício” e que foi retomada pela ditadura deposta em 25 de Abril de 1974 de que os Maçons, ou o pedreiro livre, é contra a religião. Muitos e ilustres membros da Ordem foram e são crentes e , até, bispos e cardeais.

A Maçonaria aceita, aliás, a existência de um princípio superior, simbolizado pelo “Grande Arquitecto do Universo” (G.A.D.U.), que não tem definição e que cada um interpreta segundo a sua sensibilidade ou convicção. Para uns será o Deus em que acredita, para outros o Sol, fonte de vida, a própria natureza, a lei moral ou ainda a resultante de todas as forças que actuam no Universo. Esta ideia implica o respeito por todas as religiões, pois todas são igualmente verdadeiras, sem prejuízo do necessário combate ao fanatismo e à superstição.

Nos tempos remotos e medievais, o Maçon era obrigado a perfilhar a religião do seu País. Mas depois do Iluminismo, e das formas modernas, considerou-se mais adequado, apenas lhe impôr a religião sobre a qual todos estão de acordo, e que consiste em amar o próximo, fazer o bem e ser homem bom, de honra e probidade. Deste modo a Maçonaria é uma casa de união entre ateus, agnósticos e pessoas dos mais diversos credos.

Deve porém dizer-se que a Maçonaria Regular, Tradicional ou de Via Sagrada, por oposição ao ramo Liberal ou Laico, impõe, a crença em Deus e na imortalidade da alma, excluindo também as mulheres. No entender de alguns Maçons este facto viola os principios maçónicos e constitucionais de igualdade (art.13º da Constituição da Republica Portuguesa). Ao manter uma velha tradição de 300 anos, que teima em não adequar aos valores ético-humanistas do nosso tempo, o ramo tradicional ou anglo-saxónico exclui da dignidade maçónica três quartos da Humanidade.


(Texto retirado de “Introdução á Maçonaria” de António Arnaut)

António Arnaut desafia Maçonaria a rejeitar "capitalismo opressivo"

O escritor António Arnaut, antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), exortou hoje a Maçonaria a rejeitar o "capitalismo opressivo" em Portugal e no mundo, lamentando o seu silêncio.



"Todos aqueles que sentem o povo e a Pátria não podem ficar calados, sob pena de serem cúmplices do drama social que estamos a viver", declarou António Arnaut à agência Lusa, a propósito de dois livros da sua autoria que vão ser apresentados no sábado, em Coimbra.


Na sua opinião, a ordem maçónica, que integra há várias décadas, "devia realmente intervir" e condenar publicamente "este capitalismo opressivo", tanto no país, como a nível global.


"A Maçonaria devia ter dito aquilo que disse o papa Francisco: o neoliberalismo faz os fortes mais fortes, os fracos mais fracos e os excluídos mais excluídos", disse.


Para António Arnaut, escritor, advogado e um dos fundadores do PS, "trata-se, aqui, de intervenção no plano dos direitos humanos, da dignidade do homem e da própria defesa da identidade e da soberania da Pátria".

A Maçonaria "devia ter uma palavra e tem estado calada", disse.

"Devia fazer alguma coisa. Devia realmente utilizar os instrumentos do ofício: a régua e o esquadro, que significam a retidão e a justiça, e o compasso, que significa o livre pensamento e a liberdade", acrescentou.

Os dois últimos livros de António Arnaut - "Alfabeto íntimo e outros poemas" e "Iluminuras - Adágios, incisões e reflexões" - serão apresentados no sábado, às 15:00, na Casa Municipal da Cultura de Coimbra, pelo professor universitário Seabra Pereira e pela jornalista Clara Ferreira Alves, respetivamente.

Numa das reflexões, na segunda obra, o "maçon" e antigo grão-mestre do GOL - Maçonaria Portuguesa questiona o papel da instituição "perante as chagas de pobreza e sofrimento que assolam o mundo e cobrem de desespero o corpo exausto de Portugal".

Defendendo que, num tempo "de tantas desigualdades e injustiças evitáveis, não basta proclamar os princípios", afirma que, "se a Maçonaria não tiver lugar na consciência coletiva, não está na consciência individual dos que juraram lutar pelos seus valores".

A política, o socialismo e a solidariedade são conceitos que motivam outras das reflexões do autor, que disserta ainda sobre o Serviço Nacional de Saúde, do qual foi o principal impulsionador, e o atual líder da Igreja de Roma, o papa Francisco, entre diversos assuntos.

"Chegámos a este ponto mais por culpa dos socialistas, dos social-democratas e democratas-cristãos do que propriamente dos neoliberais", disse à Lusa.

António Arnaut acusou aqueles "que passaram para o neoliberalismo, que se venderam", dando os exemplos de Tony Blair (antigo primeiro-ministro britânico) e Gerhard Schroeder (ex-chanceler alemão), "que hoje são administradores de grandes empresas".

Os dois novos livros "são formas de intervenção poética, cívica e ética nos momentos nublados que vivemos, em que o sol não aparece ou só brilha para alguns", sintetizou.