sábado, 21 de março de 2009

Ressurreição

Jornal Global Notícias 19-03-09

Na Tailândia, a fé tem um ritual que pode parecer insólito ao mundo ocidental. Os devotos alugam caixões para poderem rezar no seu interior e assim "livrarem-se do mal".

Na última quarta-feira, milhares de devotos cumpriram, mais uma vez, o ritual, em Nakhon Nayok, a 100 quilometros de Banguecoque, na Tailândia. Dentro do templo, Wat Prommanee, os crentes pagam 3.80 euros para participarem no "ritual da ressurreição", onde se deitam dentro dos caixões budistas, com flores, e esperam que os monges passem por eles com um manto branco, ao som de um cântico simbólico sobre a morte.

Após a bênção dos monges, os devotos levantam-se dos caixões, acreditando que estão purificados e renascidos com protecção na saúde, contra o mal e com os seus desejos realizado
s. (original)

terça-feira, 3 de março de 2009

Olho de Horus

Olho de Hórus ou 'Udyat' é um símbolo, proveniente do Egipto Antigo, que significa protecção e poder, relacionado à divindade Hórus. Era um dos mais poderosos e mais usados amuletos no Egipto em todas as épocas.

Segundo uma lenda, o olho esquerdo de Hórus simbolizava a Lua e o direito, o Sol. Durante a luta, o Deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, o qual foi substituído por este amuleto, que não lhe dava visão total, colocando então também uma serpente sobre sua cabeça. Depois da sua recuperação, Horus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth. Era a união do olho humano com a vista do falcão, animal associado ao Deus Hórus. Era usado, em vida, para afugentar o mau-olhado e, após a morte, contra o infortúnio do Além.

O Olho de Hórus e a grande serpente Anaconda que foi encontrada no rio nilo proveniente da amazonia na grande divisão da pangea, cuja serpente simbolizavam poder real tanto que os faraós passaram a maquiar seus olhos como o Olho de Hórus e a usarem serpentes esculpidas na coroa. Os antigos acreditavam que este símbolo de indestrutibilidade poderia auxiliar no renascimento, em virtude de suas crenças sobre a alma. Este símbolo aparece no reverso do Grande selo dos Estados Unidos da América,sendo também um símbolo frequentemente usado e relacionado a Maçonaria.


http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cd/Egypte_louvre_079b_pendentif.jpg

Amuleto com o olho de Hórus, no Museu do Louvre, França.

O Olho Direito de Hórus representa a informação concreta, factual, controlada pelo hemisfério cerebral esquerdo. Ele lida com as palavras, letras, e os números, e com coisas que são passíveis de descrever em termos de frases ou pensamentos completos. Ele aborda o universo de um modo masculino.

O Olho Esquerdo de Hórus representa a informação estética abstracta, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direito do cérebro, para os sentimentos e a intuição.

Hoje em dia, o Olho de Horus adquiriu também outro significado e é usado para evitar o mal e espantar inveja (mau-olhado), mas continua com a ideia de trazer protecção, vigor e saúde.

(Original)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Simbolismo Iniciático

Fonte

A simbologia cósmica e iniciática das igrejas, especialmente as do estilo românico e gótico, vislumbra-se na sua planta, em forma de cruz; nos ornamentos significativos, como o Zodíaco; na abóbada estrelada, na proporção do edifício e até na orientação geográfica. A orientação foi um pormenor que interessou a quase todos os povos da antiguidade. O templo de Ámon-Rá estava orientado de maneira que o interior fosse iluminado pelo sol-posto do solstício de Verão. O Partenão, célebre templo de Atenas, foi orientado para as Plêiades, quando foi construído, em 506 antes de Cristo. A norma era a de orientar os templos para o astro associado à sua divindade tutelar1.

Em Roma, Marcos Vitrúvio, que viveu no século I antes de Cristo, aconselhava aos estudantes de arquitectura o estudo das disciplinas de geometria, matemática, música e astrologia2. E recomendava-lhes que reproduzissem nos templos as proporções do corpo humano. Seguia uma orientação contrária à dos egípcios e dos construtores do templo de Salomão (este-oeste)3, embora não menos clara: os fieis deviam permanecer de frente para as imagens e para o Oriente.

No Ocidente, a orientação dos templos decorre das normas das Constituições Apostólicas4, colecção de preceitos litúrgicos onde aparece, pela primeira vez, uma regra que ordena ao sacerdote para se voltar para Oriente quando consagra o pão e o vinho.

Desde então começaram a surgir igrejas orientadas com a fachada principal voltada para Oriente e a ábside, que contém o altar-mor, para Ocidente. Foi com esta orientação que se construiu a basílica de S. Pedro, em Roma. Era a mais apropriada para se cumprir aquele preceito litúrgico: o sacerdote, no altar, à entrada da ábside, celebrava de face para o povo, virado para Oriente. E, nesta posição, é que celebrava o rito da consagração.

Depois, no final do século V, introduziu-se em França uma importante alteração de que resultou uma inversão pura e simples desta regra. O bispo da cidade de Tours colocou o túmulo do seu antecessor na ábside (onde estava a cátedra). Este exemplo foi copiado em todo o lado e tornou-se uso predominante5.

Com esta modificação, o sacerdote, quando celebrava junto do altar, estava de costas para o povo, de face para Ocidente. Para que, durante o cânone da missa, ficasse voltado para Oriente, de acordo com a antiga liturgia, inverteu-se a orientação que se dava às igrejas. A fachada principal foi transferida para o lado ocidental; e a ábside (altar-mor) ficou do lado oriental. Esta regra tornou-se invariável na orientação das basílicas.

Estilo Românico

Durante a Idade Média, os elementos arquitectónicos, esculturais e outros, da basílica romana, receberam influências diversas, alguns de proveniência oriental, e acomodaram-se gradualmente aos preceitos da liturgia. Daqui resultou um estilo distinto de arquitectura, a que hoje chamamos românico, que teve origem em França.

A arte românica – como o nome indica, tem as suas raízes na arte dos Romanos – resultou da procura de um estilo verdadeiramente cristão. Evolucionou e alcançou o estado perfeito no século XII. Os laços que ligaram a Península Hispânica à França, durante os séculos da Reconquista, tornaram possível o aparecimento dum estilo românico característico. Entre nós, a arquitectura românica é pesada, com predomínio das linhas horizontais. As grandes catedrais – Braga, Porto, Lisboa, Évora – são bons exemplos da arte românica. A Sé-Velha de Coimbra é um exemplar completo dessa arquitectura. Foi construída conforme o cânone tradicional das igrejas românicas, embora se reconheçam traços da arquitectura militar, tornando a igreja um verdadeiro castelo. Quando foi construída, ainda estava na memória a invasão dos mouros, em 1117. Nesse tempo, o sacerdote também vestia a loriga, o elmo e as grevas de soldado.

Arquitectura Sagrada

A orientação do templo e, consequentemente, dos devotos e do sacerdote, fundamenta-se na necessidade de harmonizar o acto sagrado com o ritmo e o movimento dos corpos celestes. O ser vivo, diz Claude Bernard, faz parte de um conjunto universal, e a vida animal não é senão um fragmento da vida do universo6.

A luz e o Sol têm sido considerados como símbolos privilegiados da divindade. "Deus é Luz" (1 Jo., 1, 5-7) e, como a luz física é reconhecidamente a origem do conhecimento sensível e da vida física, o Sol converteu-se no símbolo visível da Fonte de todo o conhecimento e da vida do espírito7.

Foi por isso que o tabernáculo do deserto ficou orientado no sentido este-oeste (nascente-poente). A entrada fazia-se do lado nascente; passava-se pelo altar dos holocaustos, depois pelo mar de bronze, pela bacia das abluções dos sacerdotes e só depois se estava no santuário. O lugar mais sagrado ficava sempre do lado poente do recinto do tabernáculo, como determinavam as leis religiosas costumeiras da época8.

O simbolismo do Sol nascente está fundamentado no A.T.9. Os profetas, que anunciaram a vinda de Jesus, também se lhe referiram como "o Sol da justiça ou o Sol nascente". No N.T., o Oriente toma um carácter claramente escatológico10, que seria determinante, depois, na escolha dos motivos decorativos da abóbada da ábside.

Esta mística região da Luz do Mundo, o Sol da Justiça, tinha idênico significado noutros povos. No México, onde o culto do Sol deu origem a uma religião complexa, orava-se na direcção do sol-nascente. O mesmo faziam os brâmanes. Depois de um interminável e complicado ritual, adoravam o Sol, virados para o Este. O cristianismo, durante a Idade Média até ordenou o sepultamento de modo que a cabeça ficasse do lado Oeste, para que, na "ressurreição" o corpo ficasse virado para o Sol da manhã.

A antítese destes rituais encontra-se na religião dos Thugs, os estranguladores da Índia. Adoram a deusa Kali, a divindade da morte. O seu ritual faz-se na direcção contrária, virados para Oeste11. Max Heindel dá preciosa informação sobre o ambiente espiritual desta gente12.

Depois da reforma litúrgica, o Ordinário da missa com assistência de povo foi profundamente modificado. Diante do altar maior, colocou-se outro para que o sacerdote celebrasse voltado para os fieis. A intenção foi a de "facilitar a participação piedosa e activa dos fiéis"13 e de restaurar a antiga tradição. É certo que, nas basílicas românicas como a de S. Pedro, o sacerdote se voltava para a assistência. Mas, nessas igrejas, construídas segundo o costume romano, a entrada principal fica do lado nascente, e o altar do poente; por isso, o sacerdote celebra virado para o Oriente e de frente para o povo. Nas igrejas orientadas correctamente, é que o celebrante consagra de costas para a assistência para se virar também para Oriente.

Com a revisão do ordinário da missa, inverteu-se completamente tão importante simbolismo. Ao celebrar, o sacerdote passou a ficar de costas para o lado onde se ergue a luz do mundo.

Esta modificação na orientação das igrejas tem a seguinte origem: o esquecimento ou rejeição do simbolismo escatológico que encerra a orientação tradicional, baseada no movimento do Sol durante o dia, e a ignorância do que é o "verdadeiro templo".

O templo verdadeiro é aquele que se constrói sem ruído de martelo14. É uma construção energética, ou cúpula magnética, que envolve o edifício físico. É um fenómeno oculto, produzido pela cristalização da estrutura gestual e ritual que o sacerdote adopta na celebração litúrgica. Por estar em perfeita harmonia com a estrutura e a dinâmica do universo, torna-se manifestação natural do verbo criador. Essa construção é reforçada e mantida por todos os pensamentos, sentimentos, cânticos, etc., de todos os crentes que ali se reúnem com regularidade15.

Ora, a inversão de um símbolo, sacralizado pelo rito e pela experiência espiritual, é um acto cuja gravidade não é diminuída pelo desconhecimento das suas potencialidades ocultas, já que daí resulta, simplesmente, que o novo rito sirva de veículo a influências de natureza oposta à do símbolo original!

Hoje, há um número incontável de crentes torna-se cada vez mais indiferente. Os que "ficam", muitos vão vegetando, não sabem o que são nem o que devem fazer! As vocações vão rareando num ritmo assustador. Os dados estatísticos falam por si16. Nos escombros de todos esses problemas, no resíduo de todos esses conflitos e indiferenças, no beco sem saída das dificuldades e impasses, o que aflora, e verdadeiramente está em causa, é, em parte, o desconhecimento da verdadeira razão de ser de um ritual e das forças ocultas que, por meio dele, se conjugam para criar o "homem novo".

Quem tem ouvidos, que oiça!

Ariel

Notas

1. John Michell, A Little History of Astro-Archeology, Thames and Hudson, Londres, 1989, p. 7-28.
2. Platão considerava-as a fonte do conhecimento dos princípios éticos (do bem) e ontológicos (da natureza essencial), Cf. República, Guimarães Editores, Lisboa, 1962, Livro VII, pág. 33-52.
3. Patrick Négrier, El Templo y su Simbolismo, Kompás Ediciones, S.L., Madrid, s/ d, pág. 106.
4. Livro II, cap. 57, na edição de Pitra.
5. Assim, o presbyterium passou a ser o martyrium; o trono do bispo e os bancos dos presbíteros foram ocupar os lugares do transeptum.
6. Citado por Michel Gauquelin, A Cosmopsicologia, Círculo de Leitores, Lisboa, 1977, pág. 11.
7. Max Heindel, Conceito Rosacruz do Cosmo, 3ª ed., Lisboa, 1999, pág. 143; cf. Salmo 36(35),10.
8. Max Heindel, Iniciação Antiga e Moderna, cap. I, Lisboa, 1999.
9. Gén., 2, 8, Ez. 8, 16 e 63, 2-4.
10. Mt. 2, 1-2.9; 24, 27; 8, 11; Lc. 1, 78-79; 2 Ped. 1, 19; Ap. 7, 2, etc.
11. Edward Burnett Tylor, Cultura Primitiva, Editorial Ayuso, Madrid, s/d, vol. 2, pág. 458-461.
12. Max Heindel, O Véu do Destino, Lisboa, 1996, pág. 44.
13. Sinopse dos Documentos Conciliares – Vaticano II, Braga, 1968, Constituição "Sacrosanctum Concilium" sobre a Liturgia, nºs 49 e 50.
14. Max Heindel, Maçonaria e Catolicismo, Lisboa,1997, pág, 119, Cf. 1 Rs. 6, 7.
15. Max Heindel, O Véu do Destino, Lisboa, 1998, pág. 119.
16. Carmen Ferreira, Fuga de Crentes à Fé Cristã tem Aumentado, in Jornal de Notícias, 10 de Março de 1999, pág. 13.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Maçon não mete cunha

Jornal de Notícias

Ex-grão mestre da maçonaria diz que esta já esteve "inundada de oportunistas". Mas garante que se trata de "uma associação de homens honrados", a que a democracia tem retirado poder

2008-09-27

NELSON MORAIS

A maçonaria perdeu influência política, os magistrados-maçons não fazem fretes a "irmãos", nem as relações maçónicas propiciam cunhas, tráfico de influências ou negociatas. São ideias defendidas, em Coimbra, pelo maçon António Arnaut. O anterior grão-mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL) intervinha numa tertúlia, comemorativa do 90º aniversário do Tribunal da Relação de Coimbra, sobre "A influência da maçonaria no sistema jurídico português".

António Arnaut assumiu que a organização secreta "inspirou ou participou em todas as grandes reformas, sociais e políticas, dos últimos 250 anos". "Deixou uma marca impressiva na história do nosso sistema jurídico", defendeu, exemplificando, apenas, com leis e códigos anteriores a 1975. O ex-grão mestre do GOL ainda confessou que "a Constituição actual tem muito espírito maçónico", porque os membros eleitos para a Assembleia Constituinte, "muitos pelo PS e outros pelo PSD, eram praticamente todos maçons". Porém, nada disse sobre a influência da maçonaria nas reformas dos últimos 32 anos. "Hoje, felizmente, a maçonaria tem menos influência, porque num regime democrático estabilizado não se torna tão necessária a sua intervenção", disse, antes de assumir que a organização "continua a ter um papel relevante".

À margem da prelecção, o JN perguntou se houve influência da maçonaria na feitura da última reforma penal, que é criticada por alguns sectores por impor prazos aos inquéritos que podem inviabilizar a investigação da grande criminalidade económica. "Eu suponho que não deve ter havido, porque a maçonaria não está para se meter em minudências", respondeu Arnaut, não obstante o chefe do grupo de missão que gizou a reforma ter sido Rui Pereira, o maçon, ministro e juiz que foi apanhado em escutas telefónicas do processo Portucale a falar da maçonaria (outra inovação da reforma penal é a proibição de a imprensa publicar escutas que já não estão sob segredo de justiça).

Ao contrário do que sugerem escutas do Portucale que apanharam outro maçon, acusado de tráfico de influências, "não é verdade" que a maçonaria seja terreno fértil para os seus membros meterem cunhas ou combinarem negócios, frisou Arnaut. Apesar de reconhecer que "também há pessoas que vão para a maçonaria por interesses" alheios aos princípios da organização e que esta, noutros tempos, "esteve inundada de oportunistas", asseverou que, genericamente, "a maçonaria é uma associação de homens honrados".

De resto, o advogado de Coimbra, militante do PS que é visto como "pai" do Sistema Nacional de Saúde, contrariou a ideia de que os maçons que são juízes e magistrados do Ministério Público possam ser permeáveis a pedidos de "irmãos". "Não se pode pedir nada a um juiz, que é uma ofensa (...). O facto de um magistrado pertencer à maçonaria não afecta a sua independência", garantiu, depois de ter informado a plateia, de umas escassas três dezenas de pessoas, que, em Inglaterra, os magistrados são "obrigados a declarar se são maçons".

domingo, 18 de janeiro de 2009

Barack Obama, Sublime Príncipe do Real Segredo, Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA), Prince Hall

Segundo fontes não oficiais, o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, é um Sublime Príncipe do Real Segredo, Grau 32 do Rito Escocês Antigo e Aceite (REAA), de uma Obediência pertencente à Maçonaria Prince Hall”.

Prince Hall é o primeiro alojamento maçónico dos EUA, sendo o nome vindo de seu fundador e Mestre, o qual era o mais famoso indivíduo na área de Boston durante a Revolução Americana e virada do Século XIX.

Prince Hall era um escravo na área de couro em Boston, e pertencia a William Hall no final dos anos 1740 e ganhou a liberdade em 9 de abril de 1770, como um prêmio (reconhecimento), após 21 anos de serviço.
PrinceHall e outros 14 negros da área de Boston se aproximaram de um alojamento Britânico de Freemasons (Maçons Livres), relacionado ao 38º Regimento em Boston.

Hall e os outros negros iniciaram (sendo Processo de Iniciação), no alojamento em 6 de março de 1775.
O Regimento foi embora da área em seguida, e o Sargento John Batt, que estava no comando da Iniciação, escreveu uma permissão limitada em 17 de março, autorizando o grupo a ter certos privilégios maçons, bem como permissão para se encontrarem como Loja.

Em 3 de julho de 1775. o grupo formou o “African Lodge Nº 1″ (Loja Africana Nº1), a primeira Loja aceita de maçons negros e livres do mundo e Hall foi feito seu Master (Venerável Mestre).

O Grand Master (Grão Mestre) da América do Norte, John Rowe, concedeu à Loja a segunda permissão para continuar suas actividades.

No entanto, a Maçonaria Negra permaneceu separada da Maçonaria Branca nos Estados Unidos,apesar dos princípios de fraternidade. Hall expandiu sua organização a outras cidades, mas como ele estava limitado a população negra, as novas lojas que surgiam eram chamadas de “Lojas Negras”.

Em 24 de junho de 1797, uma segunda loja negra foi criada em Providence, Rhode Island. Um ano depois, a terceira foi iniciada na Philadelphia, com Absalom Jones sendo o Master.
Prince Hall morreu em Boston em 4 de dezembro de 1807.
Actos fúnebres, de acordo com os rituais maçónicos, foram realizados em sua casa, em Lendell’s Lane, uma semana depois. Ele foi enterrado na Rua 59 Mattews Cemetery, em Boston, no final de março de 1808.

Com um ano de sua morte, os seguidores de Hall trocaram o nome da Loja e deram o nome de seu líder.
Essa sociedade secreta continuou a crescer nos Estados Unidos, mas continua separada da Maçonaria Branca até os dias actuais.

Hoje, Prince Hall é uma fraternidade maçônica com seus prédios devidamente identificados, seus membros se identificam com anéis e pins. Um dos membros mais famosos e também um Prince Hall Mason de 32º, se tornou um candidato a Presidência dos Estados Unidos em 2008. Seu nome é Barack Hussein Obama!

Relação dos presidentes dos Estados Unidos que foram ou são Maçons:
1 - George Washington (Pres. 1789-1797) (MM 1753)
2 - James Monroe (Pres. 1817-1825) (MM 1776)
3 - Andrew Jackson (Pres. 1829-1837) (MM 1800)
4 - James K. Polk (Pres. 1845-1849) (MM 1820)
5 - James Buchanan (Pres. 1857-1861) (MM 1817)
6 - Andrew Johnson (Pres. 1865-1869) (MM 1851)
7 - James A. Garfield (Pres. 1881) (MM 1864)
8 - William McKinley (Pres. 1897-1901) (MM 1865)
9 - Theodore Roosevelt (Pres. 1901-1909) (MM 1901)
10 - William H. Taft (Pres. 1909-1913) (MM 1901)
11 - Warren G. Harding (Pres. 1921-1923) (MM 1920)
12 - Franklin Delano Roosevelt (Pres. 1933-1945) (MM 1911)
13 - Harry S. Truman (Pres. 1945-1953) (MM 1909)
14 - Gerald R. Ford (Pres. 1974-1977) (MM 1951)
15 - Barack Hussein Obama II (Pres. 2008-2012)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Flor da Vida/Flower of Life

http://www.tglass.net/TGlass/Mandala/Flower%20of%20Life.jpg
A “Flor da Vida” é uma representação geométrica, com (6) seis mil anos,composta de múltiplos círculos sobrepostos organizados em forma de um padrão em “Flor” aliada a um sistema de crenças, e pode ser encontrada, por exemplo, nas religiões mais significativas do mundo. Estes padrões geométricos/matemáticos são percepcionados como sagrados pois ao serem contemplados é como se contemplássemos a origem de todas as coisas. Estudando a natureza destas formas e suas interligações somos conduzidos à compreensão intuitiva (na perspectiva científica, filosófica, psicológica, estética, mística) das leis do universo.

Outro exemplo daquilo que pode derivar da “Flor da vida” é a “Árvore da Vida”, no que concerne à Kabala… Ou ainda uma representação dos sete dias da criação, na qual Deus criou a Vida, Genesis 2:2-3, Exodo 23:12, 31:16-17, Isaias 56:6-8, ou também os anéis de “Borromean” que representam a santíssima trindade.


http://www.bioquest.org/summer2003/images/borromean_rings.gifhttp://bio.math.berkeley.edu/classes/195/2000/lec3/BorromeanRings.gif

A “Flor da Vida” é um dos mais antigos símbolos e tem tido uma importante significação simbólica através dos tempos sendo encontrado em templos, arte, manuscritos, em culturas em todo o mundo…

http://www.rebirthingnyc.com/images/tree-of-life_flower-of-life_stage.jpg

(Clicar aqui para continuar leitura)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Kybalion e a busca da Gnose

"O Kybalion", obra de Filosofia Hermética, é um texto de 1912 que tem a pretensão de reclamar ser a essência dos ensinamentos de Hermes Trimegisto, tendo sido publicado anonimamente (por pessoa ou grupo) sob o pseudónimo "Os três iniciados".

Esta obra pretende, então, ser uma colectânea do pensamento Hermético de tradição egípcia, grega e, por fim, romana, uma busca das leis misteriosas do absoluto (Sete leis do Kybalion) princípios (=arcanos= o que é misteriosos e está guardado, vedado ao olhar imediato mas alcançável) da Gnose (=conhecimento). (Ler original aqui)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

A tradição Maçónica-Reportagem TVI


http://acpc.bn.pt/imagens/colecoes/n47_maconaria.jpg

Uma preciosidade histórica demonstrativa da resistência dos maçons à maledicência

Diz uma velha regra de bom senso, que aprendi e partilho amiúde com meus discípulos, que as coisas não são boas ou más... A bondade é uma qualidade humana, resulta do dinamismo da vontade que imprime a intencionalidade da acção dirigindo-a para o melhor/pior, naquilo a que a nossa espécie já mostrou ser capaz. Na mão do Homem, a razão aplicada aos objectos pode tornar estes em artefactos de guerra, ou paz... É a qualidade dos homens que importa avaliar... Os objectos, em si mesmos, são neutros... A significação que ganham é nossa...

A maçonaria, ou qualquer outra actividade em que a razão humana se empenhe, depende dos princípios que defende, dos objectivos a que se propõe e da acção que manifesta. A irmandade, que denominamos de maçonaria, tem, em primeiro lugar, o objectivo de desenvolver os conhecimentos, a moral, e a sensibilidade de quem a ela pertence para, seguidamente, fazer de cada um dos seus membro um exemplo para a sociedade.

À
maçonaria pertenceram/pertencem os mais ilustres membros da comunidade humana... Que outros, de perfil mais questionável, partilhem essa filiação nunca poderá servir de argumento nem contra a instituição nem contra os que nela (esmagadora maioria) são exemplo de livre, sóbria, e irrepreensível conduta. É aceitável punir/denegrir toda uma família pelas acções de um/alguns dos seus membros?

Que objectivos determinam grupos de homens a reunir-se regularmente, desde tempos antigos, e aí debaterem filosofia/sentido da existência humana e os alquímicos mistérios da Natureza? Algo muito divergente da vontade de poder mas muito próximo de um aprimoramento do poder da Vontade...

David